sábado, 10 de dezembro de 2011

PEDAGOGIA SOCIAL


Entende-se que ao falar de educação também está se referindo ao termo “Pedagogia Social” como aquele processo através do qual se forma o homem como cidadão, resgatando seus valores morais que são parte de seu ser, o que lhe proporciona a possibilidade de se integrar cultural e socialmente à vida da comunidade, isto é, assinala com maior ênfase o princípio que acata a educação que não é outra coisa, que o da “socialização”. O homem é um ser gregário por natureza e não pode conceber uma vida separada de outros seres semelhantes, quer para sua sobrevivência e sua integridade mental.

Palavras - chave: educação, homem, vida.

Abstract
One understands that to the education speech also it is if relating to the term “Social Pedagogia” as that process through which if forms the man as citizen, rescuing its moral values that are part of its being, what it provides the possibility to it of if integrating socially cultural and to the life of the community, that is, designate with bigger emphasis the principle that accepts the education that is not another thing, that of the “socialization”. The man is a gregário being by its very nature and he cannot conceive a separate life of other similar beings, wants for its survival and its mental integrity.

Key- words: education, man, life.

1. Introdução
Pedagogia Social significa agir sobre si mesmo, com os outros e com as perguntas da sociedade, de tal forma que nossa ação torne possível o desenvolvimento sadio de outras pessoas e das condições sociais. Ela é uma aplicação das ideias de Rudolf Steiner sobre organização social, que ele formulou em 1919 com o nome de “Trimembração do Organismo Social” (“Dreigliederung des Sozialen Organismus”), no âmbito de grandes ou pequenos grupos sociais (como empresas ou grupos de trabalho) e também do âmbito do desenvolvimento de sensibilidade, responsabilidade e ação sociais individuais.
2. Objeto de estudo
pedagogo não possui quanto ao seu objeto de estudo um conteúdo intrinsecamente próprio, mas um domínio próprio (a educação), e um enfoque próprio (o educacional), que lhe assegurara seu caráter científico. Como todo cientista da área sócio-humana, o pedagogo se apóia na reflexão e na prática para conhecer o seu objeto de estudo e produzir algo novo na sistemática mesma da Pedagogia. Tem ele como intuito primordial o refletir acerca dos fins últimos do fenômeno educativo e fazer a análise objetiva das condições existenciais e funcionais desse mesmo fenômeno. Apesar de o campo educativo ser lato em sua abrangência, estritamente são as práticas escolares que constituem seu enfoque principal no seu olhar epistêmico. O objeto de estudo do pedagogo compreende os processos formativos que atuam por meio da comunicação e intercâmbio da experiência humana acumulada. Estuda a educação como prática humana e social naquilo que modifica os indivíduos e os grupos em seus estados físicos, mentais, espirituais e culturais. Portanto, o pedagogo estuda o processo de transmissão do conteúdo da mediação cultural que se torna o patrimônio da humanidade e a realização nos sujeitos da humanização plena. No plano das ideias, o grego Platão (427-347 a.C.) foi de fato o primeiro pedagogo, não só por ter concebido um sistema educacional para o seu tempo mas, principalmente, por tê-lo integrado a uma dimensão ética e política. Para ele, o objeto da educação era a formação do homem moral, vivendo em um Estado justo.

3. Relevância no Brasil
            Pedro Smith, acionista e diretor da Giroflex (indústria de cadeiras e móveis para escritórios), em 1963, durante uma estadia na Europa, conheceu o trabalho de Lievegoed com empresários, identificando-se profundamente com ele. Na sua volta para o Brasil, criou um grupo de empresários que se ocupavam com as novas idéias do NPI (Nederlands Pedagogish Institut). A partir de 1972 funda-se o NPI no Brasil. Em 1993 foi fundada a Associação para desenvolvimento da Pedagogia Social no Brasil.

4. Desafio educacional
            O desafio da Pedagogia Social é lidar de forma construtiva com as questões sociais do nosso dia a dia, no convívio e no trabalho com outras pessoas. É o campo da ação do saber lidar com as questões e com perguntas das empresas, instituições, grupos ou indivíduos, de maneira tal que empresa e consultor ou indivíduo e coacher (conselheiro), grupo e o facilitador possam encontrar novas soluções no campo social e organizacional. Cada um de nós está constantemente em busca do caminho de realização de sua própria individualidade e nisso dependemos também daqueles com os quais convivemos. Como podemos, em nosso convívio social, criar as condições necessárias para realização de cada individualidade e como cada individualidade pode contribuir para realização da sociedade? A Pedagogia Social nos auxilia nesta tarefa.
Segundo B. Lievegoed “Uma atitude social na vida significa ajudar o outro a dar o próximo passo em seu desenvolvimento pessoal. Significa ter a coragem de confrontar-se com a dúvida, a desconfiança, o ódio e o medo. Isto significa a estar atento diante das dúvidas sobre o que sei, o que sou e o que faço”.

5. Metodologia
            A Pedagogia Social, evita os chamados projetos (data de início e de término) e privilegia os chamados processos (que tem data de início, mas não de término). Isso não quer dizer que não existam objetivos, organização, prazos, orçamentos, etc. Mas quer dizer que se privilegia o desenvolvimento das pessoas e não o seu adestramento numa determinada tarefa. A abordagem é muito situacional, construída sob medida para a situação específica, aproveitando as experiências profissionais e vida dos participantes. Constrói-se assim, passo a passo com eles, a solução para determinado problema. A conseqüência é um compromisso muito mais forte dos envolvidos, pois a solução partiu deles e da sua realidade.
            A metodologia permite uma profícua conscientização das pessoas envolvidas quanto a seus valores, missão de vida e o desenvolvimento das chamadas habilidades sociais: ouvir, falar, aconselhar, observar, negociar, decidir, perdoar, etc. São vivências seguidas de reflexões individuais e resgates nos grupos ao invés de discursos e palestras intelectuais. Nesse sentido, para aplicação educacional apresentam-se três funções principais da pedagogia social:
1ª. A pedagogia social fundamenta, justifica e compreende a ação preventiva, que é uma antecipação, para evitar que os indivíduos se dissocializem. Neste sentido, a prevenção reforça ou compensa.
2ª. A pedagogia social fundamenta, justifica e compreende a ajuda que se oferece a quem está em alto risco social. As maneiras de ajuda são múltiplas.
3ª. A pedagogia social fundamenta, justifica e compreende a reinserçãoterapia ou cura, como remédio a condutas desviadas, como restauração da conformidade normativa e como correção.
6. Impactos na Sociedade Brasileira

Particularmente, com relação ao Estado Brasileiro, a Constituição Federal de 1988 trouxe a tríplice dimensão do desenvolvimento da pessoa, do preparo para o exercício da cidadania e da qualificação para o trabalho. O referido documento também aponta a “Educação como direito de todos” (artigo 205), ampliando assim ainda mais, a importância da mesma, a busca da consolidação da cidadania para o homem do século XXI. Em 1996 inclusive, o então senador Darcy Ribeiro apresentou um Projeto de Lei (n.º 1603/96), cuja proposta “era parte de um articulado conjunto de políticas públicas que caracterizavam a face neoliberal do Estado Brasileiro” (RIBEIRO, 1997, p. 67). Esse projeto reconhecia a universalidades do direito à educação básica, um inadiável aumento de sua oferta exigida pelas demandas do atual trabalhador. Propõe que a educação possa atingir dimensão tecnológica, científica e comportamental - exigindo ainda a esse mesmo trabalhador, a sua capacitação, reflexão critica, o fazer, o criar e educar-se permanentemente - apesar dos limites impostos pelo processo produtivo.

O primeiro impacto entendido como objetivo comum a ser atingido está no desenvolvimento sustentável ampliado e progressivo que introduz, na discussão, a busca do equilíbrio entre crescimento econômico, eqüidade social e preservação da vida. Trata-se, portanto, da procura por uma nova racionalidade que garanta a solidariedade e a cooperação, tanto quanto a continuidade do desenvolvimento e da própria vida para as gerações futuras, ameaçadas pelo consumismo perdulário e pela exploração predatória e desumana dos cidadãos. As ações prioritárias desse impacto são as possibilidades e restrições com o desenvolvimento e a sustentabilidade ampliada e progressiva de uma globalização solidária visando um desenvolvimento sustentado e sustentável. Espera-se desse modo obter a inclusão social e o empreendedorismo, focando a valorização do capital humano, do conhecimento e da qualidade de vida. Colaborando com essa perspectiva está a ética do respeito à vida: solidariedade global e pacto natural dentro de um contexto internacional e do cenário atual do Brasil, com medidas sócio-educativas: Uma faceta da Educação Social.

O trabalho árduo em seu desenvolvimento visando a participação da sociedade civil na busca de soluções para problemas que antes eram entendidos como de responsabilidade do Estado, tem crescido desde as duas últimas décadas do séc. XX. Vários autores (DAGNINO (2002) por exemplo) têm abordado este fenômeno sob a ótica da ampliação da democracia e da participação popular na política nacional. Esta é uma escolha entre os futuros possíveis.

7. Conclusão
A Educação é um processo que ocorre nos mais diferentes âmbitos da sociedade. Neste sentido, a pedagogia precisa estar atenta para formar educadores para atuar nestes vários espaços. Acredito que todas as formas de Educação possuem um aspecto relevante, pois, atuam perante sujeitos sociais e históricos e fazem parte da constituição dos mesmos. O objeto material da pedagogia social é o próprio da pedagogia geral: o ser educando do homem, que é a realização prática de uma possibilidade prévia, aeducabilidade. O objeto formal é o estudo da fundamentação, como justificativa e entendimento da intervenção pedagógica nos serviços sociais, mediante os quais se cumprem as funções básicas da pedagogia social: a prevenção, ajuda e reinserção ou resocialização do indivíduo.

8. Referências bibliográficas
CONTE, Priscila. Educação 2010: As mais importantes tendências na visão dos mais       importantes educadores. 1ª edição. Curitiba: Editora Multiverso, 2010.
PETERS, Michael A. e BESLEY Tina (orgs); Por que Foucault? Novas Diretrizes para a Pesquisa Educacional. Tradução Vinícius Figueira Duarte. – Porto: Artmed, 2008. 248p; 23cm.
TRINDADE, Eduardo. Teses, Dissertações e monografias: Roteiro para sua elaboração. 1ª edição. Rio de Janeiro: Editora JUERP, 1994.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro e SILVA, Edileuza F. (orgs.). A escola mudou. Que mude a formação de professores! – Campinas, SP:Papirus, 2010. – (Colégio Magistério e Trabalho Pedagógico).

Sites consultados:
http://www.espacoacademico.com.br/026/26caraujo.htm 
http://pt.encydia.com/es/Pedagogia_social
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pedagogia        

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Cultura popular tradicional - Museu Vivo

O Programa Museu Vivo tem por objetivo a salvaguarda do patrimônio cultural tradicional da região nas áreas de artesanato, música de raiz e culinária, portanto diz respeito a todos nós! Quem tiver o desejo de participar com sua sabedoria popular é só entrar em contato com Tânia pelo telefone (12) 3932-0557.
As atividades acontecem no Museu do Folclore, no Parque da Cidade, de São José dos Campos/SP, aos domingos, no período da tarde - das 14h00 as 17h00, gratuitamente.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Internet tem peso similar ao da educação para ascensão de jovens da classe C


Empresa promete divulgar pesquisa que coloca PNBL no centro das discussões. Estudo indica ainda que sites já respondem como principal fonte de informação para essa faixa etária

Publicado em 05/12/2011, 19:49
São Paulo – A Data Popular promete divulgar dados que sugerem que o acesso à banda larga é tão importante quanto a educação para promover a ascensão social de jovens da classe C. A empresa de pesquisa especializada em estudos sobre segmentos populares da população – o que incluir a nova classe média do país – deve divulgar, ainda neste ano, levantamento que quantifica o peso do acesso à internet em alta velocidade em relação às possibilidades de melhorar de vida.
O publicitário e sócio-diretor da Data Popular, Renato Meirelles, prevê reações críticas e contrárias aos dados, por parear a internet com a educação, que é um direito. Apesar de o material estar pronto, ele faz mistério para detalhar dados incluídos no estudo.

"Mostraremos estatisticamente em um paper que o acesso à banda larga é tão relevante quanto a universalização do ensino para inserção social", resumiu, no início da noite desta segunda-feira (5), durante seminário sobre o futuro da comunicação. "O jovem conectado tem mais chances de ascensão social por questões como a ampliação do networking, a possibilidade de fazer cursos online, de mandar currículo pela internet e de expor sua produção", enumera.

Meirelles sustenta que a perspectiva coloca o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) como uma prioridade a ser discutida no país. "Não quero cair em falsa polêmica, porque não queremos tirar a importância da educação", afirma. Meirelles, no entanto, admite o "contraponto" colocado a educadores, já que a pesquisa incluirá a constatação de que estudantes de ensino médio da classe C têm mais conhecimento sobre a internet do que seus professores.

Não à toa a internet já é a principal fonte de informação desses jovens de classe C, superando a TV. Em outras faixas etárias, as emissoras de televisão seguem em vantagem, mas o cenário de aumento de renda de pessoas de até 24 anos, que respondem por 53% da renda da classe C, faz crescer a importância do segmento na formação de opinião.

Assim, Meirelles acredita que a democratização na comunicação propiciado pela internet é "sem volta". "É impossível ter uma edição de debate eleitoral como foi em 1989 (como fez a Rede Globo)", exemplifica. "É claro que acesso à informação não é acesso a conteúdo, que tem muita besteira (na internet). Mas há uma diferença conceitual importante entre os veículos."

Ele lembra que, enquanto a TV foi vista por muito tempo como "janela do mundo para o 'povão'", a internet funciona, além de janela, como vitrine, porque também se pode produzir cultura e alcançar visibilidade. "Por isso, clipe de rap do Capão Redondo consegue 2 milhões de visualizações, coisa que muita campanha de publicidade viral não alcança", compara. A referência é a conteúdos de agências que visam a ser reproduzidos e divulgados em blogues e redes sociais como um vírus de computador por quem o assiste.
Ele reconhece que a democratização alcançada pela internet não alcança um "mundo maravilhoso", mas um cenário "muito melhor do que antes", porque a internet é o "mecanismo mais democrático para se divulgar conteúdo no mundo". "Muda o jogo da comunicação e da cultura", afirma.
Meirelles participou de uma mesa do seminário "Mercado Futuro de Comunicação", organizado pela Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom) em São Paulo, nesta segunda-feira (5). O evento é voltado a discutir as oportunidades do setor abertas para os próximos anos especialmente para pequenas e microempresas.
Ele propôs como desafio a produção de conteúdo voltado "para muitos", e não uma "vanguarda para poucos". A análise foi uma sugestão – ou alfinetada – a parte da audiência, formada por empresários que mantém veículos de comunicação alternativos, produzidos fora de conglomerados de mídia e com viés mais à esquerda.
"A esperança venceu o medo há nove anos no país. Se foi assim, é com a esperança que se dialoga para ter um discurso mais amplo na sociedade", propõe. Ele cita dados que colocam a nova classe média como a mais otimista do país, o que exige que se busque aproximar com esse tipo de perspectiva.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Mestrado na Unitau

As inscrições para o curso de Mestrado em Desenvolvimento Humano encerram dia foram prorrogadas até 09/12/2011, próxima sexta-feira.
Para maiores informações acesse o site da Unitau:
http://www.unitau.br/ ou http://mdh.unitau.br/

domingo, 20 de novembro de 2011

Curso de inglês gratuito

Prefeitura de São José dos Campos lança curso de inglês gratuito a distância.
Serão 2 mil vagas e as inscrições estarão abertas de 21 a 30/11/2011.

Confira a matéria completa no link abaixo:
http://www.sjc.sp.gov.br/noticias/noticia.aspx?noticia_id=10903

sábado, 19 de novembro de 2011

Viver Sem Limite


Como descrever o trabalho de um educador social?


Educador Social Teixeira Neto – Especial para o “POLÍTICA. PE”
A educação no Brasil é algo notadamente precária, tanto aquela que as crianças e adolescentes deveriam receber em casa quanto na escola. Lares desestruturados e escolas mal equipadas e com funcionários mal remunerados vem gerando uma verdadeira bola de neve social em nosso país.

As crianças e adolescentes gostam e necessitam de se sentirem cuidados, protegidos e amados, coisas que na maioria das vezes, em situações de vulnerabilidade social, não acontece. Seus pais caem ou na liberalidade (o que passa uma imagem às crianças de descaso) ou no rigor autoritário (que passa a sensação de incompreensão e revolta).
É essa a lacuna a ser preenchida pelo programa socioeducativo. Através dos trabalhos desenvolvidos com os temas transversais, o educador passa aos educandos ensinamentos que os possibilitarão crescer e se desenvolverem como homens e mulheres de bem, atuando na sociedade com habilidades até então ignoradas por eles e por suas influências.
A principal ferramenta para o sucesso de um educador é a afetividade. Sem ela não há diálogo possível entre as duas partes, e nada que um disser encontrará eco no outro. A afetividade é uma mistura de sentimentos, e cabe ao educador ensinar ao educando a lidar com estes sentimentos de forma a se desenvolver, ao invés de se destruir.
Ao criar no educando o hábito de estudar, por exemplo, o educador está dizendo indiretamente que quer vê-lo crescer como pessoa e como cidadão, e que se importa com o que ele quer ser com o que pensa e com o que sente. Este é o maior prêmio que um educando pode receber: afeto.
Cidadania é como também podemos descrever o trabalho de um educador social, pois ao educar um adolescente o mesmo está dando uma contribuição direta para a sociedade; melhorando-a e renovando-a de forma sadia, entregando a ela adultos desenvolvidos física, moral e intelectualmente. Para isto, o educador dispõe de horas preciosas ao lado de seus educandos, além de oficinas onde pode oferecer ao mesmo tempo educação, momentos lúdicos e afetividade.
A vida é feita de experiências. Cabe ao educador oferecer momentos especiais e únicos aos educandos, para que nunca percam o sentido de estarem vivos e a vontade de sonhar.
E-mail: teixeirarecife@gmail.com
Assine e Leia: www.safreire.blogspot.com

Crianças negras atrasadas na escola são o dobro das brancas


19 de novembro de 2011  17h47

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O percentual de crianças negras de 7 a 14 anos que estão mais de dois anos atrasadas na escola é o dobro do registrado entre as brancas. Enquanto 16,7% dos alunos negros estão nessa situação, entre os brancos, o índice é de apenas 8%. Os dados compilados pelo Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets) são referentes a 2009 e reforçam a tese de que as desigualdades entre negros e brancos se repetem no ambiente escolar.
O fator socioeconômico geralmente é o mais usado para justificar o atraso escolar dos estudantes negros. Isso porque a condição social do aluno tem grande impacto na aprendizagem e a maioria da população de baixa renda do país é negra. Mesmo quando são considerados alunos de um mesmo nível econômico, os não negros têm desempenho superior aos negros.
É o que aponta um levantamento feito pelo economista Ernesto Faria, do Portal Estudando Educação. Comparando as notas de Matemática e Português da Prova Brasil de 2007, alunos de uma mesma faixa de renda e cor da pele diferentes também têm notas desiguais. Entre os 25% de estudantes mais pobres do 5° ano do ensino fundamental, a nota dos brancos é, em média, oito pontos superior nas duas disciplinas. Entre os 25% mais ricos, a distância é ainda maior: os alunos brancos atingem 24 pontos a mais em Português e 25 a mais em Matemática.
Para André Lázaro, especialista na temática de diversidade em educação, uma das explicações para esse resultado é que, em geral, os alunos negros frequentam escolas com pior infraestrutura em comparação aos não negros. Essa situação foi revelada pelo Relatório das Desigualdades Raciais, lançado este ano pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em todas as etapas de ensino, os negros enfrentam piores condições que os brancos.
Enquanto 9,6% dos alunos brancos do 9° ano do ensino fundamental frequentam escolas com nenhuma adequação, entre os negros, o índice é de 12,9%. Já no 5° ano, 27,9% dos brancos frequentam escolas com estrutura exemplar ¿ entre os negros, o patamar é de 22%.
"Além da questão estrutural das escolas, não tenho dúvida de que a dimensão cultural é fortemente explicativa do resultado escolar. O racismo tem um impacto muito forte na educação. Os modelos e exemplos educacionais dos livros didáticos, por exemplo, ignoram a dimensão da cultura negra e com isso você tem uma escola em que o negro não se vê", destaca Lázaro, que foi secretário de Diversidade do Ministério da Educação (MEC) e hoje é consultor da Organização dos Estados Ibero Americanos (OEI).
Um dos autores do Relatório das Desigualdades, o professor Marcelo Paixão avalia que a discriminação existente no ambiente escolar acaba por agravar as diferenças entre negros e brancos. "O espaço escolar deveria ser de formação de cidadania - quando isso não é feito de maneira crítica ele se torna um instrumento de perpetuação das assimetrias", diz.
Para a diretora de Educação no Campo e Diversidade do MEC, Vanessa Faria, tais resultados são reflexo da própria dificuldade da sociedade em reconhecer que existe racismo no país - situação que se repete no ambiente escolar. Em questionário aplicado em 2007 aos estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), menos de 3% se consideravam racistas, mas 60% disseram já ter presenciado uma situação de discriminação pela cor da pele e 30% afirmaram ter parentes racistas.
"A escola reflete o que acontece na sociedade. Por anos acreditou-se no Brasil que não existia o racismo, e fica difícil superar um problema quando ele é negado", ressalta Vanessa. Para ela, a diferença de escolarização entre negros e brancos tem diminuído nos últimos anos, e a escola está mais aberta para o debate. "Nunca se falou tanto na questão da igualdade racial, mas este é um processo em construção. Os anos de estudo da população negra crescem em ritmo maior do que entre os brancos", afirmou.
Agência Brasil

Parque Interlagos SJC: Audiência pública para definição dos cursos do Ins...

Parque Interlagos SJC: Audiência pública para definição dos cursos do Ins...: Venha dar sua opinião e conhecer melhor a nova escola que abrirá as portas em 2012 para estudantes e trabalhadores da nossa cidade. Dat...

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

VII Conferência Municipal dos Direitos


O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) de São José dos Campos realiza a VII Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, como parte da 9ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, com o tema: "Mobilizando, Implementando e Monitorando a Política e o Plano Decenal de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes nos Estados, no Distrito Federal e nos Municípios", que será realizada no dia 19 de novembro de 2011, das 08h00 às 13h00, no auditório da Casa do Idoso, à Rua Euclides Miragaia, nº 508, Centro, São José dos Campos.
Para participar da conferência é necessário fazer inscrição na sede do CMDCA, localizada na Av. Dr. João Guilhermino, 429, 1º andar sala 11 ou através do e mail cmdcasjc@cmdca.org.br, no período de 07 a 17/11 e dias 16 e 17/11/2011, das 8h00 às 16h30, até o limite das vagas.

Serão disponibilizadas 244 vagas, sendo 24 destinadas aos conselheiros do CMDCA, 10 aos conselheiros tutelares, 70 a adolescentes, 70 a adultos representantes do Poder Público, 70 a adultos representantes da sociedade civil e 20 a ouvintes, conforme previsto no parágrafo 3º, do artigo 4º, da Resolução 102/2011. 
A ficha de inscrição poderá ser baixada AQUI e após preenchida e assinada pelo interessado poderá ser encaminhada ao CMDCA pelo interessado ou por terceiros.
As inscrições feitas através de e-mail, deverão ser confirmadas pelo CMDCA.
Arquivos para download:

 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Mãe da Fundhas é finalista em concurso nacional

O desempenho da Conselheira Dilva Batista da Silva no Concurso Nacional "Causos do ECA" promovido pela Fundação Telefônica é um orgulho para todos que acompanham sua trajetória. Não precisamos dizer que ela é só sorrisos... Seu texto será publicado pelos organizadores do evento e isso é uma satisfação para a dona Dilva. Se ainda não votou neste concurso você tem até dia 10/11/2011 para votar. Conheça todas as histórias de superação e transformação por meio da legislação que protege a infância e a juventude do Brasil.

Acesse o link abaixo para votar:

http://www.pro-menino.org.br/votacao/index.php